quarta-feira, 4 de agosto de 2010

PORQUE AQUI É MEU LUGAR

Yeeees! Quer dizer, Siiiim! Estou no Rio. Aliás, faz tempo mas só agora resolvi postar no blog. E não vou enganar não, mas se a primeira impressão realmente é a que fica, o Rio de Janeiro perderia milhares de turistas em apenas minutos após a saída do aeroporto. E eu não tô falando aqui de bala perdida, mas a linha amarela é um dos lugares mais feios e fedorentos pelo qual eu já passei. E como meu primeiro contato com o Rio, depois de quase 6 meses fora, foi exatamente o lugar supracitado, me assustei. Olhando pela janela do carro, soltei um "Nossa, tinha esquecido como minha cidade é pobre!" e fiquei triste com o que meus ouvidos tinham acabado de ouvir da minha própria boca.

Ah! Falando em linha amarela, não pude deixar de reparar naquelas novas "barreiras acústicas para proteger os moradores do barulho infernal causado pelos carros". Tá bem Eduardo Paes, se quiser tapar o sol com a peneira ou, mais especificamente, tapar a pobreza com murinhos é melhor arrumar outra desculpa porque nessa ninguém caiu. Mesmo sendo brasileiro e sofrendo para ter alguma educação, já que alguns milhões de reais que poderiam ser investidos nisso, foram para a construção dos muros, lógico.


Pois bem, teve a Copa. Torci muito. Bebi mais. Foi divertido, mas perdemos. E sinceramente, foi bom porque tava doida pro Brasil voltar a funcionar ou, pelo menos, tentar funcionar. Agora é "back to reality" total: faculdade, trabalho e socialzinha quando tiver tempo.

O que eu quero dizer é que tô feliz de ter voltado. Apesar de já ter experimentado os contras de ser carioca, como por exemplo ficar com torcicolo depois de pegar a van lotada ou sofrer uma tentativa de roubo na lapa numa sexta, vale muito a pena os prós. Sim, porque nada no mundo paga praia com sol, samba ao vivo, cerveja gelada e boas companhias no mesmo dia.
E... não conta pra ninguém, mas melhor que acordar com neve na janela, é acordar com sua mãe te dando Toddynho na cama. E isso, meus caros, é privilégio para poucos!

terça-feira, 9 de março de 2010

ARTE-VIDA CARIOCA

Eu sinto falta do Brasil, mais precisamente do Rio. Sinto falta das artes que minha terrinha tem. Aquela contruída pelo homem - saudade dos arcos da lapa -, aquela construída pela natureza - saudade da enseada de botafogo... Mas, do que mais sinto saudade é da arte humana. Da vida fazendo arte. Da arte-vida. Aquela que a gente encontra no suor no rosto de cada pessoa nas ruas. No brilho do olhar de cada brasileiro que não desiste nunca, mesmo que este brilho venha de uma lágrima que fica ali parada a todo momento esperando pra sair e que seu dono, orgulhosamente, segura. Na pele castigada pelo sol e pelo trabalho árduo e mal pago. Aqui ninguém sofre, aqui ninguém sente calor. Mas também, aqui ninguém brilha. E esse brilho não vem do suor, não vem do sol, não vem de jóias. Vem da alma. Vem da pele. A expressão "sem sal" cabe bem. A pele do brasileiro não é só salgada pela água do mar, mas pelo simples fato de ter nascido nesse país tropical abençoado por Deus e que, diga-se de passagem, é bonito por natureza. Aqui, os dentes brancos formam sorrisos amarelos, sem graça. Os olhos azuis nao possuem clareza. Acho que as pessoas não percebem isso mas eu, como boa latina-americana não posso deixar de reparar. E sinto muita falta...
As artes que vejo aqui são do tipo bem projetadas, milimetricamente calculadas advindas de muito dinheiro, inteligência e ambição. Muito perfeitas pro meu gosto, entende? Dariam belas fotografias para cartão postal. Mas as artes de que me lembro do Rio não são feitas por câmeras, mas por olhos. Olhos de quem todo dia pegava um ônibus para ir ao trabalho e viajava naquele forno por 3 horas, contornando toda a orla carioca. São olhos de quem antes queria ser cega e surda e, paradoxalmente, agora que já não pode ver nem ouvir, consegue enxergar e escutar tudo de belo que via e ouvia. O talento de um menino da Rocinha jogando futebol na praia de Ipanema, a criatividade na fala do ambulante tentando vender doces no transporte público, os diferentes tons de cores, de música, de tudo. A pluralidade infinita de personalidades. Aqui não existe gringo, não existe estrangeiro. Você ouve mil línguas de diferentes países só numa ida ao super mercado. E o que poderia ser interessante, torna-se normal. Ah, mas no Rio... no Rio as variações de uma mesma língua podem fazer você rir ou quase chorar de vergonha. Mas o que eu quero dizer, é que desperta reação.
A arte objetiva não me enche os olhos, não me traz nenhuma perplexidade, nenhum aperto no coracão. Me cansa. Mas a arte das milhares de coisas que podem acontecer num dia de uma vida carioca (ok, deixando o assunto de violência de lado) é o que me comove.

É, realmente, do que mais sinto saudade é da arte humana. Da vida fazendo arte. Da arte-vida. O que eu nunca vou encontrar aqui. Até porque, pra começo de conversa, que significado tem a palavra saudade para eles mesmo? ...

domingo, 7 de março de 2010

NÃO HÁ VAGAS

"O preço do feijão
não cabe no poema. O preço
do arroz
não cabe no poema.
Não cabem no poema o gás
a luz o telefone
a sonegação
do leite
da carne
do açúcar
do pão

O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada
em arquivos.
Como não cabe no poema
o operário
que esmerila seu dia de aço
e carvão
nas oficinas escuras

- porque o poema, senhores,
está fechado:
"não há vagas"

Só cabe no poema
o homem sem estômago
a mulher de nuvens
a fruta sem preço

O poema, senhores,
não fede
nem cheira"

Ferreira Gullar

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

RELAXE!

Trecho de "A Importância do Palavrão", por Millôr Fernandes:

O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de (foda-se!) que ela diz.

Existe algo mais libertário do que o conceito do “foda-se!?”

O “foda-se!” aumenta a minha auto-estima, torna-me uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas, liberta-me.

- “Não quer sair comigo?” então, “foda-se!”
- “Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! então, “foda-se!”

O direito ao “foda-se” deveria estar assegurado na Constituição.

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões que traduzem com maior fidelidade os nossos mais fortes e genuínos sentimentos.

É o povo a fazer a sua língua. Como o latim vulgar, este virá a ser o português vulgar que vingará, plenamente, um dia.

(...)

Então:
- Liberdade,
- Igualdade,
- Fraternidade,
- E… Foda-se!!!

Mas… não desespere, este país ainda vai ser “um país do caralho”!

EUA 2

Sempre discuto com meu namorado americano sobre política. Ele odeia pelo motivo clássico: "nunca dá pra saber a verdade". E acho que esta é a única verdade sobre esse assunto. Os reais motivos para um guerra, por exemplo, nunca se sabe. Por mais que apareça na tv, nos jornais ou em livros, nunca se sabe. Toda vez que tento impor minhas idéias socialistas de que os EUA só tem dinheiro porque fazem guerras e se aproveitam delas, ele sempre rebate com: você sabe o motivo? Nós aqui achamos que estamos nos defendendo enquanto outros lá acham que nós atacamos primeiro... Onde você viu que somos culpados? Nas notícias?
E eu continuo com minhas convicções, afinal, como uma boa futura advogada não posso me deixar levar por qualquer argumento. Mas, no que eu sempre perco são exemplos. Na verdade, meus exemplos são do que eu li, do que vejo em fotos, do que eu soube pela mídia... Os exemplos que ele usa contra-argumentando são de experiência própria e esses eu não posso negar. Acho que muito da diferença daqui para os outros países "sub-desenvolvidos" é a família, a instituição primordial. Conversando com o meu sogro - ah! e essa é uma peça muito legal de se conversar e ver o lado de um capitalista conservador: sempre que ele se refere ao Obama é como "esse socialista, marxista talvez, quer acabar com o país" - dá pra perceber a importância da família para os americanos e que o país está aos poucos perdendo esse costume e ficando cada vez pior. Eu não sei se eu dei sorte com as famílias que conheci, mas eu vejo mais respeito aqui. De maneira geral, eu digo. É claro que é verdade que quem faz o serviço pesado aqui são os latinos. Quem trabalha em fast foods, serviços gerais e afins são na maioria mexicanos. Mas daí a ser escravizado, acho que é outra questão. O salário mínimo aqui são mais ou menos $7.25 por hora, assim dá pra calcular a "escravidão" que nós achamos que eles fazem com outros povos. E sendo sincera, se eu fosse americano teria uma certa xenofobia porque em todo lugar aqui as pessoas falam espanhol e muitas vezes erram seus pedidos por não entenderem o inglês direito. Mas enfim, não vi aqui até agora condições ruins de trabalho e nenhum latino reclamou até hoje pra mim do seu emprego, pelo contrário, todos preferem continuar aqui do que voltar para seu país de origem porque aqui "as coisas funcionam". Se você processa, você ganha efetivamente, não demoram anos e anos pra você ver a cor do "money" - se ver. A polícia funciona até demais, pobre do meu namorado que levou duas multas e teve que ir pra delegacia por não ter visto uma placa de "não vire à direita". Como ele mesmo diz, "não tem crime e esses policiais não tem o que fazer a não ser comer donuts e beber café". Mas, apesar de irritado, ele acha necessário porque se a polícia abre mão de um erro, poderá abrir mão de outros (o que acontece e muito no Brasil).
E pra falar a verdade, eu acho bonito o patriotismo deles. Meu namorado diz que o povo se sente abençoado por ter nascido aqui.

Mas não estou dando as costas pro Brasil com esse post, como disse anteriormente, considero o patriotismo bom de certo modo e eu não sou hipócrita do tipo de admirar e não fazer. Amo meu país. E até agora não vi nada comparado a beleza do Rio aqui. Mas, também não vi nada comparado à sujeira, à violência, ao caos...

PS: É por isso que eu amo essa música que ensejou meu blog, porque posso não ganhar nos outros argumentos contra os americanos, mas se tratando de guerra - apesar que ele sempre joga na minha cara a "nossa guerra civil de todo dia" - eu sempre consigo demonstrar que os motivos nunca justificam.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

PEROLA

A gente sempre se depara com perolas nesse mundo internauta, mas essa eu tive que postar. Foi um comentario num video do Chico Buarque e Tom Jobim cantando "Sem Compromisso" no youtube:


"jonesclaro10 A primeira coisa que a mulher faz no homem é excitá-lo pondo a boca no pinto ainda mole .Esse é o maior erro não deixa. A saliva independente da boca de ter ou não feridas, cáries, gengivites te passa hiv. Faça assim: Com uma das mãos voçe segura seu pinto protegendo a cabeça + 5 cm para baixo O pinto ficou duro coloca camisinha e não tira mais. Enquanto não fizerem um trabalho nesse sentido muitos irão se contaminar."

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

EUA

Eh, estou nos "isteites". E por isso mesmo esse post nao vai ter acento, ja que o teclado daqui nao eh configurado para tanto. Ta um frio polar aqui e neve por todos os lados. As vezes essa situacao me irrita um pouco porque eu sou o extremo de friorenta (ate no Brasil eu sinto frio onde nao existe) e o extremo de distraida, assim vira uma mistura perigosa de tombos no gelo escorregadio, nariz vermelho e luvas perdidas em cada banheiro que vou. Fora isso, aqui ta tudo muito bem, obrigado. Na verdade, nao consigo enxergar no povo americano ainda esses monstros capitalistas que eu sempre desenhei mentalmente. Ainda tenho minha filosofia socialista de que "os EUA querem controlar o mundo e explorar os paises pobres" e blablabla, mas o que eu vejo aqui sao pessoas bem educadas, ruas limpas, transito organizado e confianca no proximo. Eu sei la de estatisticas, estudo Direito e alem disso encontro-me de ferias e nao vou encher minha cabeca com essas coisas, mas todos dizem sempre que as estatisticas mostram o quanto os EUA poluem o mundo. Hipocrisia a parte, pelo menos eu vejo aqui muita gente levando bolsas ecologicas para as compras do mercado e fazendo reciclagem.

Eh claro que ferias eh tudo muito bom e tudo muito bem. Viver num lugar eh completamente diferente. Mas, sabe de uma coisa? Eu sempre falei que nao conseguiria viver sem meu samba, funk e sol o dia inteiro. Sempre defendi o Brasil com unhas, dentes e pensamentos. Mas a situacao muda quando se conhece outro pais. O pais de ferias na verdade seria o Brasil porque por um mes eu consigo ficar na praia, no calor, nas belezas naturais. Mas acho que consigo mais ainda viver minha vida sem transito de 3 horas, sem esconder dinheiro na meia e sem precisar estudar e trabalhar que nem uma condenada pra ganhar o suficiente e olhe la!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

2016

Sobre essa coisa de toda de Olimpíadas que todo mundo agora não pára de falar eu não tenho uma opinião muito formada, mas acho que vai ser bom. Eu sei, tá bem, pode ser mais uma forma dos políticos superfaturarem as obras e garantirem suas viagens internacionais e mansões milionárias. Mas bem, pensando pelo lado positivo, realmente pode trazer muitos benefícios a todos nós. Dessa vez, eles serão "obrigados" a dar um jeito nesse caos que é o Rio, porque, convenhamos, como imaginar Olimpíadas aqui?
Então, já vi no jornal que vão fazer mais linhas de transporte coletivo (apesar de toda essa palhaçada do Eduardo Paes com o transporte alternativo), terão câmeras pela cidade fiscalizando e um monte de outras coisas que já eram necessárias, mas os governantes só fazem pra não ficar feio pro mundo - e o brasileiro é o último que importa.
Até agora não tem nada que me faça achar possível um evento desse porte no Rio (ou no Brasil) porque, sinceramente, a cada dia que saio de casa tenho medo de perder minha vida. E não é neurose minha não, até o pacato bairro onde moro já tem adrenalina de um assaltinho ali, um sequestro acolá.
Na verdade, eu quero é ir embora daqui pro interior, cidade pequena, bichos, plantas, "nooooite", "diiia" e afins. Cansei dessa budega.
Tudo bem que não há nada que me deixa mais feliz do que um bom funk pra dançar e uma cervejinha gelada para beber num barzinho da lapa, mas quando mete bolso e principalmente, vida no meio, mermão, não vale a pena.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Maysa

Se existe apenas uma alma gêmea para cada um de nós, o que fazer quando ela está morta?





Sem dúvida, essa mulher é meu alter-ego - por mais que eu não me orgulhe disso.


terça-feira, 11 de agosto de 2009

Faculdade

Hoje, as palavras do meu professor deram-me uma grande força para continuar minha saga pelo mundo jurídico...

"Doutores, não venham me falar que estudar é legal porque todos sabem que é uma merda! O bom é o resultado que isso gera. Agora, o estudo em si é um saco! Ainda mais aqui, onde se tem sol, praia, noites cariocas... Mas um dia, doutores, vocês terão que abdicar dessa vida. O que eu aconselho é: não tenha amigos, não tenha amores, largue filhos, família, emprego e arrume alguém para te sustentar. Alugue um flat na Barra da Tijuca... viva sozinho, estudando o tempo todo. Vai ter muita gente com raiva de você, seus amigos vão falar: 'pra mim, ele morreu'. Passe uns três anos assim. Depois, envie convites da sua formatura e posterior posse de um cargo bom. Todos comparecerão e ainda vai ter um cara de pau pra dizer: 'eu deixei você sozinho porque queria te dar força!' Cedo ou tarde, doutores, isso vai acontecer, então é melhor começar desde já, não é mesmo?! Aliás, será que você quer mesmo Direito? Quer um teste? Vá a Defensoria Pública! Ou você tenta suicídio ou você cai fora ou você é louco e continua. O mais recorrente é encontrar alunos que, depois dessa experiência, falem 'Oi professor, larguei direito! Tô fazendo moda/gastronomia... sempre foi meu sonho!' É, doutores, pensem bem, gastronomia é mais gostoso..."

Isso foram palavras apenas. Eu estagiei durante mais de um ano no Tribunal de Justiça e mexia em processos de 1944, 48, 56... eram os descendentes dos descendentes tentando mais uma vez. Os papéis rasgados e amarelados de uma época que nosso estado ainda não se chamava Rio de Janeiro. Eu estava do outro lado e ficava indignada. Imaginei-me como advogado de um processo desses ou pior ainda, a parte autora. Mas, apesar de tudo, o futuro somos nós estudantes e podemos tentar alguma coisa...

Se tivesse um buddypoke no blog meu humor seria: "altamente estimulada!"

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Inteligência emocional

Na minha tragetória em busca da inteligência emocional que eu nunca tive, aprendi algumas coisas...
Namorei por mais de cinco anos e no meu caso, que terminei aos 20, esses cinco anos pareceram minha vida inteira. Quando me vi solteira a primeira coisa que veio a cabeça foi: APROVEITAR! Queria viver todos esses anos de namoro em uma noite só e não sabia lidar com as situações que essa vida de solteira às vezes nos impõe. Tive muita sorte, não posso negar; nunca fiquei com um cara que me tratasse mal, por assim dizer. Na verdade, foi bem o contrário.
O problema é que quase sempre carregamos alguns traumas depois dos términos de algum tipo de relacionamento. Eu, por exemplo, morria de medo de perder alguma oportunidade. Pensava que sempre havia a possibilidade de ser melhor, então não conseguia me apegar a ninguém por medo de ter outra pessoa melhor à minha espera. Já um amigo meu contou-me que com ele acontecia o contrário: ele pensava que não ia encontrar nunca alguém melhor e se entregava por inteiro cedo demais. E são esses transtornos e complexos que muitas vezes nos cega.
Mas sabe o que eu percebi? Que podemos aproveitar a dois também e muitas vezes é até melhor. Aprendi que é muito fácil se divertir com dinheiro, por isso a gente descobre o amor por momentos simples. Quando você gosta de apenas "estar" com a pessoa, não é necessário distrações. Até porque, vocês terão distrações muuuito melhores, não é?
Mas se se divertir com dinheiro é fácil porque você pode ir aos melhores eventos e nunca se preocupar com a conta, gostar quando não se conhece os defeitos e manias é muito mais conveniente. Na fase de paquera todos são perfeitos: ninguém tem mau hálito quando acorda, ninguém tem problemas com a família chata ou cabelo desarrumado. A saída é parar e pensar: se eu precisasse olhar o que o garçom cobrou a mais ou se ele (a) não tivesse um Trident sempre à mão, será que seria tão bom?

Dizem por aí que o amor é complexo, eu discordo. O amor é simples: é gostar de estar perto; é sentir que outra parte te completa e te preenche de tal maneira que se está longe, você morre de saudade; é sentir calor quando a pele dele (a) encosta na sua e mais ainda quando a mão dele (a) te acaricia... é olhar nos olhos da pessoa e pensar "não poderia ser melhor".

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Crise mundial?

Texto de Neto, diretor de criação e sócio da Bullet, sobre a crise mundial:

"Vou fazer um slideshow para você.
Está preparado?
É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos.
Os slides se sucedem.
Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta.
Gente pobre.
Gente sem futuro.
Durante décadas, vimos essas imagens.
No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.
A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta.
Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo.
Resolver, capicce?
Extinguir.
Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado.
Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.
Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ONG, lobby ou pressão que resolvesse.
Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia. Bancos e investidores.



Como uma pessoa comentou, é uma pena que esse texto só esteja em blogs e não na mídia de massa, essa mesma que sabe muito bem dar tapa e afagar. Se quiser, repasse, se não, o que importa?
O nosso almoço tá garantido mesmo..."